quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O uso do metilfenidato em pacientes com fadiga relacionada à neoplasia maligna

A fadiga relacionada à neoplasia maligna impacta na qualidade de vida do paciente de forma
severa, diminuindo sua capacidade funcional diária. Desta forma, deve-se abordar de forma
ampla as orientações gerais sobre a fadiga a fim de beneficiar o paciente com medidas
farmacológicas e não farmacológicas a serem adotadas, seja a fadiga moderada ou severa,
adotando aos pacientes com fadiga leve e que não interfira na qualidade de vida o tratamento
não farmacológico como única medida terapêutica. No entanto, observa-se que o tratamento
não farmacológico se mostra promissor com o uso de terapias cognitivas-comportamentais,
exercícios físicos e terapias do sono. Enquanto o tratamento farmacológico, tem apresentados
resultados favoráveis incluindo o uso de psicoestimulantes como metilfenidato (em pacientes
com fadiga severa). Através de uma abordagem multidisciplinar o tratamento pode ser
oferecido, onde individualize-se as opções terapêuticas dentro de um contexto que promova o
diagnóstico acurado da fadiga relacionada ao câncer, além de um tratamento específico e
adequado para cada paciente que apresente este sintoma de extrema relevância e que gera um
grande impacto na qualidade de vida de pacientes com câncer.

Acesse o trabalho completo:


domingo, 16 de setembro de 2018

Guia Básico de Psicofarmacologia


Projeto de Monitoria 2018
Monitora: Juliana Lima Constantino
Orientadora: Vilma Aparecida da Silva Fonseca

Conselho da Cochrane expulsa pesquisador


Conselho Diretor da Cochrane expulsa, por 6 votos a 13, o médico e pesquisador Peter Gøtzsche de seu corpo de colaboradores. 
Peter é um dos mais críticos pensadores a respeito da ingerência da Indústria Farmacêutica e do Complexo Produtivo na Assistência Médica, sendo autor de obras de referência como ”Medicamentos Mortais e Crime Organizado: como a Indústria Farmacêutica corrompeu a Assistência Médica”.
Em sua carta pública, Peter denuncia a arbitrariedade da Instituição e o abandono de responsabilidade com os interesses sanitários públicos.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Sertralina e hemodiálise

Um estudo (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8529300) administrou 100mg de sertralina em indivíduos com doença renal em tratamento com hemodiálise. A concentração sérica da sertralina foi medida no sangue antes e depois da hemodiálise e avaliado no produto filtrado pela hemodiálise. A sertralina não foi detectada no produto filtrado, e a concentração sérica de sertralina permaneceu igual nos indivíduos antes e depois da hemodiálise.

OU SEJA: O NÍVEL SÉRICO DE SERTRALINA NÃO É DIMINUÍDO APÓS RELIZAÇÃO DE HEMODIÁLISE.

O mesmo estudo comparou a meia vida da sertralina em pacientes com função renal normal e em indivíduos renais crônicos. A meia vida da sertralina em renais crônicos (42-92h) foi em média o dobro do tempo do que em indivíduos com função renal normal (24-36h).

LOGO: convém utilizar menos quantidade de sertralina em pacientes com comprometimento renal.